sábado, 26 de março de 2011

Utopias do amor...

Adoro conversas de buteco, tanto as conversas que rolam na mesa que estou, tanto as conversas de mesas vizinhas.
Não que eu fique ouvindo a conversa alheia, mas tem gente que tem uma boa dicção e bom tom de voz e tem gente que é provida de uma boa audição, o segundo é meu caso.
Gosto também de conversas no ônibus, como são pedagógicas, aprendi muitas coisas nesse espaço, principalmente pela diversidade que encontramos, mas confesso que pretendo deixar logo logo o rol de pessoas que enfrentam o uso de transporte coletivo diariamente, porem, admito que sentirei saudades dessas tantas vidas que se cruzam diariamente.
Voltando ao papo de buteco, como a gente aprende meu Deus.
Não sei se o teor alcoólico presente nesses espaços influenciam muito, só que sei que sai de tudo.
Ontem mesmo foi um desses dias extremamente produtivos e a história que mais me "pegou" foi a de que "amor é utopia".
Não sou expert nesse assunto, muito pelo contrario admito até algumas certas dificuldades com ela, por exemplo a dificuldade de proferir frases que as pessoas falam com tanta facilidade "eu te amo", pra mim é uma frase muito grande, embora seja quase monossilábica, enfim minhas dificuldades a parte, o negocio é que não concordo com o "tal do amor" seja utópico.
Revidei essa informação com uma frase que veio junto com minha ira "Utópico é o amor de Manoel Carlos, ele não sabe o que é amor, aqueles casais lindos, sempre felizes, aquelas mulheres que acordam arrumadas, lindas maquiadas, aquela mesa farta", Manoel Carlos e suas "Helenas" que me desculpem, pra mim o amor é mais real.
O amor é descabelado, é olhar pra alguém enquanto esta dorme e pensar "que coisa linda", é não ligar para os cachos que podem não estar tão arrumados, é dormir e acordar e as vezes ter vontade de matar, é ter brigas, discussões, vontade de afogar e de afagar.
Pra mim esse "tal de amor" é algo que vem pra acabar com todas as nossas teorias pre-estabelecidas de quero um amor assim e assado.
Pra mim é a contradição vivencial de querer viver com alguém que pode ser exatamente ao contrario do que consta no nosso "manual individual do amor".
Pra mim a utopia é pensar que ele não existe.
Utopia é pensar que não há um sentimento tão lindo e tão belo assim.
Utopia é pensar que isso nunca nos atingirá e se isso acontecer meus pêsames pra você.
Triste aqueles que acham tudo isso utopia.
Eu to aqui, acreditando cada dia mais nesse sentimento inexplicável e imensuravel.












terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Pedacinhos.


Não quero mais brincar de pedacinhos.
Não quero um amor aos pedaços, atenção aos pedaços, amigos aos pedaços.
Quero ser egoísta, quero algo meu, pra eu dizer que é meu, mesmo sabendo a complexidade desse pronome, que abriga em seu seio uma possessividade ilusória.
Quero me enganar se for o caso, quero me iludir se é ilusão pensar que algo é nosso ou alguém.
Quero me sentir pertencente, quero pertencer a alguém, ou me emprestar à alguém e roubar alguém pra mim.
Como é difícil ter apenas pedaços, bons pedaços, ótimos na verdade, mas pedaços, apenas bons pedaços, como diria CAZUZA, esses pedaços são quase pequenas poções de ilusão.
Para ter algo inteiro, preciso aprender a terminar as coisas, nada de deixar duzentas portinhas semi-abertas para em caso de situações emergenciais, ter um caminho por onde voltar, e é voltar mesmo, é retroceder, é voltar pra trás por não ver possibilidade futura, é se "segurar" no passado pela "falsa" facilidade que ele trás.
Quero fechar todas as portinhas do passado, olhar para elas com o carinho que cada uma merece e entender que elas passaram e de uma vez por todas, deixa-las nos seus devidos lugares, em um lugar da lembrança, lugar esse que pode ser consultado futuramente, e ser alvo de orgulho,de alegria,de satisfação, de aprendizado, mas agora, deve ser apenas lembrança.
Agora busco "inteiridade integral", não sei se essa palavra existe, mas busco só coisas inteiras, amigos inteiros, amores inteiros, lugares que me façam me sentir inteira, trabalho que eu me sinta inteira...
Busco agora algo maior, desejo "devolver" os pedacinhos que me eram "doados" e me dedicar a aceitar apenas coisas inteiras, respeitos os pedacinhos, agradeço pelos inúmeros aprendizados, mas me proponho a aceitar a partir de agora só coisas inteiras.
Inteiramente lindas e inteiramente minhas.......



sábado, 15 de janeiro de 2011

De coração ao coração...

Existem corações que devem ser extremamente grandes...ou extremamente divididos, devem ter inúmeras repartições...só isso explica..
Como pode doer varias coisas distintas ao mesmo tempo?
Como as pessoas podem ser especiais independentemente das outras?Parece que cada uma tá no seu espacinho sem influenciar o vizinho.Como pode?

Como entender esse amores possessivos, amores que não nos completam, mas nos interessa.
Como entender que encontramos pessoas legais, mas que elas não são nossas?
Como entender..como entender?

Será que temos que entender?Ou apenas viver?
Será que é possível esse controle do entendimento quando se trata de coração?

Ai ai viu..são tantas perguntas e apenas uma resposta....

Talvez não haja tantas respostas para essas inúmeras perguntas e o que nos resta é viver ou se amedrontar...

Eu vivo e você?