quinta-feira, 19 de julho de 2012

"Eu sou assim, ligada na tomada. Sempre querendo encontrar uma razão pra tudo. Pessoas como eu sofrem mais. Se decepcionam mais. Por outro lado, crescemos. Evoluímos. Amadurecemos. Nada é estático em nossas vidas. Nada é à toa. Tudo ganha uma compreensão, tudo é degrau, tudo eleva..."

Martha Medeiros




Energia . . .

&¨* Fidelidade. %$#

Sempre me pergunto o que é essa tal fidelidade.
Etimologicamente fidelidade vem do latim e significa exatidão em cumprir suas obrigações, suas obrigações com quem?Consigo mesmo ou com o outro?
Fidelidade, individualidade, passividade, possibilidade...
Afinal devemos ser fieis a quem?
A nós mesmos?Se essa for a optica, talvez devessemos pensar menos, agir mais, esperar menos, fazer mais, sonhar menos e concretizar mais, como mesclar  individualidade, possibilidade, curiosidade e vontade?
A fidelidade também pode ser vista, não só perpassando sua relação com o outro, mas sua relação com seu eu, fidelidade à suas raizes, pensamentos, verdades, concepções, valores, olhares, mas qual o limite para auto fidelidade?Se você, assim como eu, acreditar que estamos em constante evolução, alguns desses itens  citados necessitam ser revisados quase constantemente e como fica a tal fidelidade?
E se tratando de uma relação a dois?Fidelidade ao outro que está comigo?Fidelidade a relação socialmente instituida e padronizada?Fidelidade a relação construida?
Fidelidade ao outro?Fidelidade ao sentimento sentido pelo outro?
Realmente a tal da exatidão em cumprir suas obrigações é muito complexa, principalmente porque as "tais regras" de fidelização são particularmente subjetivas, parece um pleonasmo, mas é propositalmente empregado.
Fidelidade, como realizar a junção da intra-fidelidade com a extra-fidelidade?É possivel?
Vejamos, se deixamos de fazer algo que julgamos importante pra nós mesmos só para agradar o outro, talvez estejamos focando mais na extra do que na  intra fidelidade, ou ainda se realizamos algo que não nos agrada porém agrada o outro, continuamos, dependendo do grau de satisfação/insatifação focando na extra fidelidade, em alguns momentos nos traimos, só para ser fiel ao outro.
Não estou com isso dizendo que sempre temos que fazer o que queremos, desejamos e almejamos, acredito muito no principio da troca, do compartilhamento, da negociação, mas ainda acho que devemos ter o olhar voltado um pouco para o auto conhecimento e questionamento, principalmente em relação a relação com o outro.
Essa relação com o outro já é por si só contraditória, confusa e complexa, o fato de se relacionar com alguém que pode ou não parecer com você, o ato de compartilhar,
trocar, essa falsa ilusão de pertencimento ao outro é muito delicada, ja dizia o poeta gente não pertence a gente, mas a gente ainda teima em acreditar no contrario.
De qualquer forma essa fidelidade não me sai da cabeça, vou continuar aqui pensando nela e bucando o equilibrio entre a intra e a extra fidelidade.
Assim continuo, me conhecendo, me questionando, me doando, me emprestando, buscando, experimentando, me permitindo...
Com uma crise aqui outra ali, uma indagação ali outra acola, uma decepção aqui, uma realização ali e assim continuo nessa linda caminhada...

                                              
                                           
                                               Esperança de um novo e melhor dia :)

terça-feira, 3 de abril de 2012

COLORIDO DA VIDA . . . . . . .

  Adoro ver o significado das palavras que me proponho a escrever, com isso percebo o quanto, muitas vezes  o significado etimologico é completamente diferente da minha percepção.
  O colorido da vida, afinal o que é cor?Da pra se pensar numa vida colorida?
  Há várias definições para a palavra cor, porém gostei muito de uma que diz que cor  é uma percepção visual provocada pela ação de um feixe, percepção visual, acredito muito nela, acredito que na verdade tudo depende dela.
  E quanto ao colorido da vida?
  Quantas vezes nos sentimos apagados, mornos, frios, como se a tonalidade de nossa vida, de nosso olhar, dos acontecimentos fossem sempre em cor tom pastel.
  Como é olhar ao seu redor e ter a sensação ou melhor a percepção de que tudo está cinza?
  Como é não se encantar com nenhuma area de sua vida?
 Como é não se animar efetivamente com os acontecimentos diarios?
 Como é sentir não se sentir completo?Feliz?Realizado?Será que esse sentimento é possivel?
  Me sinto muito intensa, sinto que meu olhar é assim, o modo como eu olho para a vida e para as pessoas e acontecimentos é assim, porém em alguns momentos percebo que nada me anima efetivamente, nada me fascina.
  Talvez isso seja uma questão de percepção, de falta de olhar, dificuldade de reconhecer, tem uma musica da Pitty que diz exatamente isso :
  "Eu sei que lá no fundo, há tanta beleza no mundo, eu só queria enxergar, as tardes de domingo,o  dia me sorrindo, eu só queria enxergar, qualquer coisa pra domar, o peito em fogo, algo pra justificar uma vida morna".
  As vezes percebo que é isso, uma questão de percepção, eu sei que existem coisas lindas, mas eu só queria enxergar.
  As vezes acho que as coisas não estão tão lindas,por isso sinto-as mornas.Mas será que o tempo todo as coisas tem que estar colorida?
  Será que cinza também não é uma cor que deve ser considerada?Será que quando tudo está cinza e a vida morma, não é um bom momento para tentar mudar a percepção?
  Se tudo for uma questão de percepção, pode ser também que a questão da cor seja apenas um modo de olhar a vida, podemos pensar que quando a vida está preto e branco as coisas não estão tão bem, podemos pensar que o branco é ausencia ou a junção de todas as cores, sendo assim tudo é uma questão de visão.





quarta-feira, 7 de março de 2012

Falta de falta de ar...

   Ando pensando muito no que é esse tal de amor, tão falado, pensando, imaginado e tão pouco vivido.
   Será que ele é real?Ou será que ele é uma projeção particular de cada um?
   Sempre me pego pensando em quantas coisas são significativas pra gente e não são para os outros, e o quanto isso impera nas inumeras situações vividas diariamente.
   A importancia que você subjetivamente dá as coisas é o que determina sentimento e sensações que também são subjetivos.
  Penso as vezes que o que mais vale não são as coisas em si, e sim a importancia particular delas.
  Objetivamente penso que, se você ganha um buque de rosas, o buque é algo externo à sua subjetividade, ao ganho-lo, olha-lo, voce volta pra si e ve a importancia que ele tem em sua vida, sendo assim, a construção que subjetivamente voce fez com aquele fato/ato é mais importante do que ele em si.
   Ao pensar nisso tudo, lembro-me das inumeras situações amorosas que vividas, e ai me bate um medo de estar com sindrome de Peter Pan e estar confundindo paixões imaturas avassaladoras com paixões e amores reais.
   Tenho medo de estar AINDA esperando algo avassalador, daqueles de nos fazer perder o ar e tirar os pés do chão, que nos traga uma sensação de bem estar constante, de alegria de viver.
   Talvez isso seja um brilho de adolescência, um olhar "infectado" com o amor dos romances dos livros de Sabrina e Bianca, talvez não.
  Talvez eu tenha tentado tanto trabalhar com minha intensidade que matei dentro de mim um sentimento que me fazia bem e que precisava apenas ser trabalhado, talvez não.
  Talvez o amor seja isso mesmo, algo mais tranquilo, sereno, sem a intensidade da paixão e eu simplesmente não estou compreendo as mudanças que vem no decorrer do tempo, talvez não.
  Talvez eu esteja com tanta vontade de sentir algo que avassale meu coração que estou tentando a todo custo buscar/inventar isso dentro de mim, talvez não.

  Quantas duvidas, inquietações, angustias, que pairam constantemente nessa orbita do amor, nessa busca constante de se encontrar, de se equilibrar, de se completar, de se transbordar.

  O fato é que todo dia estamos nos reinventando, modificando, nos encontrando e que o amor não poderia ser diferente, ele, tão subjetivo, nada explicativo, tão contemplativo, não nos permite teoriza-lo e sim vive-lo e aproveita-lo até o momento em que tudo muda, passa, transforma, com encontros e despedidas,assim continuamos nossa caminhada subjetiva de vive-lo e senti-lo.

"O amor é o fogo que arde sem se ver é ferida que dói e não se sente.
É o contentamento descontente
É dor que desatina sem doer"


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Paciencia

  Virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo.
 Acredito na escassez desta virtude pela humanidade.
 Que os pacientes me perdoem, mas a quantidade de pessoas impacientes e intolerantes que cruzam nosso caminho diariamente e infinitamente maior do que as pessoas prudentes, calmas e sensatas.
 Hoje me enquadro no campo das pessoas impacientes.
 Meu Deus como e dificil nos dias de hoje se manter calmo e equilibrado diante de tantos desafios diarios.
 Diante de pessoas, situaçoes, açoes, fatos, atos, gestos, jeitos meu Deus como e dificil, hoje creio que a paciencia e uma virtude de poucos.Principalmente paciencia acoplada a outras qualidades como inteligencia e prudencia, isso realmente esta em extinçao.
 Acredito que existem pessoas que ja nascem com essa linda virtude que chamamos de paciencia, confesso que pra mim, umas nascem com excesso dela, mas como nao fui contemplada com esta virtude, preciso acreditar que essa virtude pode ser adquirida no decorrer dos anos, por isso busco doses de paciencia diriamente.
 Tenho isso como meta de vida, me tornar uma pessoa mais paciente e tolerante, quero continuar tendo clareza das coisas que acredito, com humildade e disposiçao a mudança, e sabedoria para ter cada vez mais de respeito com a diversidade.
 Acredito que as doses diarias de paciencia que venho buscando sejam um dos principais ingredientes para o equilibrio e controle emocional.
 Eu continuo aqui nesse mundo intenso em busca de virtudes como paciencia, discernimento, respeito e sabedoria, vivendo um dia apos o outro e entre uma respiraçao profunda, um suspiro de cansaço, um pensamento positivo e um gemido abafado de arhhh.


" O mundo vai girando
  Cada vez mais veloz
  A gente espera do mundo
  E o mundo espera de nós
  Um pouco mais de paciência"...